APM : Como ir além pela combinação de monitoramentos?

APM : Como ir além pela combinação de monitoramentos?

O APM (Application Performance Management) foi um conceito revolucionário. Por meio dele, é possível  gerenciar o desempenho de aplicações, permitindo melhorias críticas em menos tempo e com maior ciência do seu impacto. Contudo, a terceira onda de transformação digital trouxe uma necessidade cada vez mais crescente de que essa análise fosse cada vez mais abrangente. Não é mais suficiente entender como a falha impacta o serviço, mas como ela impacta o usuário e a empresa.

Pensando nisso, novas análises precisam ser consideradas, levando o conhecimento técnico ao time de negócios e vice-versa. Dessa forma, foi desenvolvido o conceito de Digital Performance Management ou Gerenciamento de Performance Digital.

Do APM para o DPM

A principal função do DPM é entregar a experiência digital mais rápida e suave para todos os seus usuários, integrando dados tecnológicos com de negócios. Dessa forma, é mais fácil concluir que falhas são críticas, rastrear e prever o impacto nos negócios de falhas de sistemas e criar uma perspectiva de entendimento de dados inédita na empresa.

O DPM faz isso ao mensurar a satisfação de um usuário dentro de sua experiência com o aplicativo ou serviço, agregando em dashboards as demais métricas do âmbito tecnológico. Assim, todos os dados da supply chain, incluindo infraestrutura, operações, bases de dados, middleware, até os detalhes das linhas de código, são considerados

Ao promover a integração das informações de mapeamento do usuário nessas áreas, é possível que a empresa promova uma união inédita entre as áreas de TI e de negócios. Assim, ao viabilizar um mesmo meio de mensuração, é possível desenvolver melhor e concluir objetivos em comum. Dessa forma, visando tanto o interesse dos usuários e progressão do aplicativo como objetivos de negócios, a integração dos times permite novos horizontes de expansão e modernidade para a empresa.

Essa nova visão só é possível pela integração de duas novas perspectivas de análise. Vamos entender melhor como cada uma delas colabora para a interpretação mais abrangente do DPM

Para a análise, vamos utilizar uma das principais ferramentas do mercado, o Dynatrace. Ele promove a união do gerenciamento de desempenho de aplicativos, da inteligência artificial para operações AIOps e do monitoramento de infraestrutura e gerenciamento de experiência digital

Dessa forma, é possível obter informações do mapeamento de usuários, como a identificação de comportamentos de consumo, obter receitas em tempo real, verificar taxas de abandono, entre muitas outras.

As três frentes de monitoramento.

Para realizar essas tarefas, o Dynatrace utiliza essas três perspectivas de análise

  • Monitoramento comportamental
    Dentro desse monitoramento existe o principal ponto de integração da área de TI com a área de negócios. Dessa forma, os incidentes tecnológicos que podem repercutir negativamente são monitorados e prevenidos.

    • Exemplos em empresas: a pré-aprovação de créditos, o monitoramento de linha de produção e até a autorização de exames e consultas acontecem dentro do seu âmbito.
  • Monitoramento de Performance Digital
    Nesse aspecto, ocorre a união de dois campos distintos: o da experiência do consumidor percebida e o da experiência entregue. A experiência percebida são os aspectos nos quais o usuário pode interagir, como formulários, botões e etc. A experiência entregue é aquela que é demandada pelo setor tecnológico, relacionado ao desenvolvimento da primeira.

    • Exemplos em empresas: Pense um código incorreto (uma experiência entregue) que impossibilite um meio de pagamento, como a seleção de cartão de crédito no site mobile (uma experiência percebida). São dois âmbitos diferentes que, quando relacionados, permitem a avaliação do seu impacto real no negócio.
  • Monitoramento Lógico
    O monitoramento lógico permite a administração de mais de uma aplicação por meio de um único sistema, pela gestão de performance em aplicações separadas. Dessa forma, ele será a ferramenta que reúne as informações geradas anteriormente. Apenas assim será possível uma combinação mais simples de dados e sua conversão em informações relevantes ao negócio.

    • Exemplos em empresas: Imagine um fluxo do exemplo anterior – o setor de negócios notaria a queda de conversões e demandaria outro relatório para atribuir a queda ao cartão de crédito. Em outra ponta, a investigação do time de TI chegaria na conclusão do código incorreto. Assim, há uma enorme circulação de informações e acesso à diversas plataformas para determinar uma informação que poderia ser obtida de uma única vez.

Meu negócio precisa evoluir de um APM para um DPM?

Como é possível ver, a migração de APM para DPM dependerá exclusivamente da perspectiva que sua empresa precisa ter do seu público. Assim, apenas por uma análise cuidadosa de suas métricas e gaps, você poderá determinar se é hora de realizar essa migração.

Tenha em mente que há uma infinidade de recursos que possibilitam que o gap, causado pela falta de informações consolidadas entre times, seja sanado. Mas apenas você, juntamente com seu time de negócios e de TI, que poderão determinar como realizar, da melhor forma, pontos como rastreamento de transações profundas, o monitoramento sintético e real dos usuários e de toda a infraestrutura física e lógica.

Com esse artigo, você terá uma noção melhor dos pontos os quais você precisa saber se seu APM é suficiente para trazer a melhor experiência para o seu usuário.

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